BEM-VINDO/A À

1.ª edição do Qualis4health

Apresentação

A investigação para a saúde é uma componente essencial para a melhoria da saúde e bem-estar das populações e tem como fim último atingir o mais alto nível de saúde ao alcance de todas as pessoas. Consequentemente, a investigação para a saúde recolhe apoio, quer por parte dos governos, quer por parte das sociedades em geral, tendo em conta que níveis elevados de saúde e bem-estar ao longo da vida encontram-se entre as principais prioridades dos(as) cidadãos e cidadãs.

No mundo atual e perante um mercado altamente concorrencial e competitivo o investimento em atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) na área da saúde torna-se por isso cada vez mais relevante e fundamental.

Na sequência do sucesso alcançado pelo I Congresso Internacional sobre Metodologias de Investigação (Qualis2021) que reuniu especialistas de várias latitudes geográficas e áreas do saber, unidos(as) no desenvolvimento de metodologias de investigação/pesquisa a Comissão Científica decidiu celebrar um simpósio especializado na área da investigação em saúde.

Acreditamos que a investigação em saúde se assume como um complemento essencial à formação e à prática, promovendo o desenvolvimento e a criação de novos saberes científicos e tecnológicos na área da saúde, com potencial de transferência para a sociedade em geral.

Por outro lado, o setor da saúde contribui significativamente para o desenvolvimento económico, dado o seu potencial para a criação de emprego qualificado, sendo um setor estratégico da economia nacional e europeia. Acresce que as empresas do setor da saúde são dinâmicas, empreendedoras e capazes de aproveitar as oportunidades criadas pela procura global de cuidados de saúde e têm registado em Portugal um aumento sustentado da sua atividade exportadora.

A 1.ª edição do Qualis4health é caracterizada pela multidisciplinaridade e marcadamente interdisciplinar e propõe-se abranger não só́ as ciências médicas e da saúde, mas também o cruzamento destas com as ciências sociais e humanas – incluindo aspetos éticos, legais, regulamentares, sociológicos ou económicos – e ainda as ciências exatas e as engenharias e as novas tecnologias, tais como as tecnologias de informação, comunicação e eletrónica (TICEs) e as engenharias biomédica e biotecnológica, entre outras.

Cronograma Qualis4Health

11 a 22 de outubro

Submissões de Resumos

29 de outubro

Comunicação das Aprovações / Reprovações

1 a 12 de novembro

Abertura do período de inscrições regulares

19 de novembro

Lançamento e Comunicação do Programa

29 e 30 de Novembro

Qualis4Health

Eixos temáticos

Na senda da Agenda de I&I – Saúde, Investigação Clínica e de Translação o simpósio especializado Qualis4health está organizado em 5 eixos de investigação tendo como denominador comum o estudo das tecnologias da saúde, a saúde e o bem-estar:

Numa perspetiva de longo prazo e em linha com os desafios já identificados por muitos dos países europeus, foi reconhecido como um dos importantes desafios futuros de Portugal, o envelhecimento acentuado da população e a necessidade da promoção de um envelhecimento ativo e saudável. O envelhecimento progressivo da população é um processo sociodemográfico decorrente do aumento da esperança média de vida e da diminuição das taxas de natalidade, atualmente existente nas populações ocidentais, e que se faz acompanhar de alterações significativas na frequência de doenças crónicas e de natureza degenerativa, bem como no aumento do impacto da interação entre doenças em casos de multi-morbilidade. O conceito de envelhecimento ativo e saudável contrasta com a tradicional conotação, socialmente negativa, aplicada ao termo “envelhecimento”, abarcando aquele um processo de otimização das oportunidades para a saúde, participação, inclusão e segurança, de modo a melhorar e/ou a prolongar a qualidade de vida das pessoas à medida que envelhecem.

Dado o aumento considerável na proporção de indivíduos com 65 ou mais anos de idade, torna-se indispensável o enquadramento da investigação desta temática no panorama científico nacional, tal como se tem verificado a nível europeu, valorizando não apenas a esperança média de vida, mas também outras medidas de saúde mais abrangentes, tais como a qualidade de vida e a esperança média de vida ativa e/ou sem incapacidade, e a esperança de vida saudável aos 65+ anos. Neste contexto, as alterações demográficas proporcionam oportunidades de investigação e de inovação, no que respeita ao desenvolvimento de tecnologias e intervenções inovadoras, que respondam aos problemas e desafios societais decorrentes deste shift etário. A necessidade de priorizar esta temática – priorização já existente a nível europeu – é assim fundamental, visando a maior valorização e otimização do processo natural de envelhecimento e potenciando o significativo impacto social e económico dos seus resultados. Acresce que está em curso a adoção de uma Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável que pode ser largamente potenciada por uma adequada agenda de investigação.

É também reconhecido que os cuidados de saúde do futuro serão personalizados, fazendo uso de melhores e mais eficientes meios de diagnóstico e prognóstico que reduzirão custos e efeitos secundários associados à terapêutica. Neste sentido, a Medicina Personalizada e Biomarcadores (MP&B) representa um dos mais inovadores conceitos em saúde, traduzindo-se num impacto positivo e transversal a todos os stakeholders e ao cidadão. O reflexo mais importante da MP é o uso do conhecimento adquirido em áreas como a genómica e a proteómica para determinar os biomarcadores que definem o perfil molecular e genético de cada indivíduo. Desta forma, a MP permite uma maior precisão no diagnóstico e prognóstico, mas principalmente, adaptar o tratamento às características individuais de cada paciente e monitorizar eficientemente o curso da doença. Por outro lado, a MP&B, ao identificar grupos de doentes que não beneficiam de uma dada intervenção terapêutica, escusa-os de potenciais efeitos adversos sem qualquer ganho em saúde, impactando assim positivamente na pressão exercida nos sistemas e prestadores de saúde, que cada vez mais se deparam com questões de sustentabilidade. Um dos grandes desafios da MP na Europa é a fragmentação decorrente dos diferentes avanços percorridos em diferentes países e a falta de ações concertadas para uma sinergia que possa refletir todo o potencial da MP. É com este objetivo que se torna essencial a inclusão da MP&B como tema estratégico em alinhamento com as orientações emergentes da Plataforma Europeia para a Implementação da Estratégica de Medicina Personalizada (PerMed), e numa perspetiva de impulso do crescimento económico, pela sua contribuição para uma melhor e mais eficiente economia em saúde. O sistema científico e tecnológico português apresenta um apreciável leque de competências e capacidades no domínio da MP&B, que importa capitalizar social e economicamente. Estas capacidades encontram-se ancoradas em reputados grupos de investigação, estruturas de proteómica e genómica, biobancos com informação clínica, estruturas de suporte relacionadas com hardware e software informático, e descoberta e identificação de biomarcadores. Um dos impactos mais positivos da MP&B é a forte e implícita interação entre a clínica, a academia e as empresas, nomeadamente PMEs, passível de gerar oportunidades de desenvolvimento e negócio para todas as partes. Tal realidade contribuirá́ para o desenvolvimento do ecossistema de Investigação e Inovação em saúde em Portugal e resultará em parcerias mais consolidadas no sentido da criação de uma base científica mais sólida para os projetos científicos, pré- clínicos e clínicos, quer para o tecido académico/científico quer para o empresarial.

A aplicação das TIC à Saúde é também um tema estratégico, dada a sua transversalidade, e tem vindo a afirmar-se à escala global, como um contributo efetivo na resposta a muitos dos desafios com que se debatem o setor e a sociedade, em geral. Com efeito, as tecnologias médicas e os sistemas de informação em saúde assumem, cada vez mais, um papel de grande relevância, quer na prevenção, diagnóstico, prognóstico, tratamento e reabilitação de doenças, lesões e deficiências, quer na promoção da saúde, quer ainda na gestão de atividades associadas a estas realidades. Neste contexto, a saúde digital e as tecnologias médicas são geradoras de impactos positivos cada vez mais evidentes e significativos, traduzidos no incremento dos níveis de acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde e do seu envolvimento na gestão da sua própria saúde, na otimização da qualidade e da eficiência das entidades prestadoras e, em última análise, na melhoria do desempenho global, do grau de integração e da sustentabilidade dos sistemas de saúde, assim como dos indicadores de saúde das populações. Os impactos positivos estendem-se a outros contextos, na medida em que as novas tecnologias constituem hoje ferramentas poderosas ao serviço da investigação clínica e de translação e da avaliação de tecnologias de saúde. É amplamente reconhecido que os avanços nos sistemas de informação em saúde permitem a produção de uma grande quantidade de dados em registos clínicos eletrónicos, bases de dados administrativas, dispositivos móveis, e outros sistemas de saúde. Existe, assim, um grande potencial para utilizar esses dados, colhidos de forma rotineira, para investigação em saúde, de forma a obter novo conhecimento sobre doenças e tratamentos. A saúde digital e as tecnologias médicas assumem pois, uma posição de grande relevo no panorama da Investigação & Inovação no contexto atual e, como poucas outras, esta área tem constituído um terreno fértil para a colaboração entre academia, empresas, hospitais, utilizadores e autoridades/reguladores, no objetivo comum de transformar o conhecimento científico em inovação e em valor económico e social.

A aplicação das TIC à Saúde é também um tema estratégico, dada a sua transversalidade, e tem vindo a afirmar-se à escala global, como um contributo efetivo na resposta a muitos dos desafios com que se debatem o setor e a sociedade, em geral. Com efeito, as tecnologias médicas e os sistemas de informação em saúde assumem, cada vez mais, um papel de grande relevância, quer na prevenção, diagnóstico, prognóstico, tratamento e reabilitação de doenças, lesões e deficiências, quer na promoção da saúde, quer ainda na gestão de atividades associadas a estas realidades. Neste contexto, a saúde digital e as tecnologias médicas são geradoras de impactos positivos cada vez mais evidentes e significativos, traduzidos no incremento dos níveis de acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde e do seu envolvimento na gestão da sua própria saúde, na otimização da qualidade e da eficiência das entidades prestadoras e, em última análise, na melhoria do desempenho global, do grau de integração e da sustentabilidade dos sistemas de saúde, assim como dos indicadores de saúde das populações. Os impactos positivos estendem-se a outros contextos, na medida em que as novas tecnologias constituem hoje ferramentas poderosas ao serviço da investigação clínica e de translação e da avaliação de tecnologias de saúde. É amplamente reconhecido que os avanços nos sistemas de informação em saúde permitem a produção de uma grande quantidade de dados em registos clínicos eletrónicos, bases de dados administrativas, dispositivos móveis, e outros sistemas de saúde. Existe, assim, um grande potencial para utilizar esses dados, colhidos de forma rotineira, para investigação em saúde, de forma a obter novo conhecimento sobre doenças e tratamentos. A saúde digital e as tecnologias médicas assumem pois, uma posição de grande relevo no panorama da Investigação & Inovação no contexto atual e, como poucas outras, esta área tem constituído um terreno fértil para a colaboração entre academia, empresas, hospitais, utilizadores e autoridades/reguladores, no objetivo comum de transformar o conhecimento científico em inovação e em valor económico e social.

A sociedade em geral exigiu da Investigação Científica desde o inico da Pandemia respostas quase imediata e definitivas, o que é um contraste com a sua natureza meticulosa e necessidade de confirmações recorrentes. A urgente necessidade de soluções para esta pandemia resultou numa aceleração da investigação científica e na partilha e transferência de conhecimentos, como nunca tínhamos testemunhado. A dinâmica de cooperação e inovação acelerou investigação científica na área COVID-19, com o difícil desafio compatibilizar esta necessidade de resultados urgentes com a manutenção padrões bioéticos de alta qualidade. Por outro lado, as limitações da pandemia com confinamentos e incertezas abalaram as outras áreas de investigação em saúde, quer por realocação de recursos humanos ou financeiros, ou ainda porque atividade clínica e o acesso aos utentes sofreram alterações muito expressivas. Nunca tanto se falou diariamente sobre investigação científica, nem tantos cientistas comunicaram diariamente com a população em geral, o que evidenciou a necessidade aprimorar a comunicação da investigação cientifica para a público em geral, assim como destacou a urgente necessidade de investir na literacia cientifica e em saúde da população em geral.

Créditos Académicos:

Chamada para
resumos

POLÍTICA DE
PUBLICAÇÃO

Coordenação

Anabela Pereira

Médica especialista em Medicina Física e de Reabilitação, assistente hospitalar graduada Vogal da direção da Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Osteometabólicas Investigadora do CINTESIS (Centro de Investigação em Serviços e Tecnologias da Saúde) na área da Geriatria e gerontologia. Aluna de doutoramento em gerontologia e gerontologia da Universidade de Aveiro e da Universidade do Porto. Pós-graduada em gestão de unidades de saúde pela faculdade de ciências económicas e empresariais da Universidade Católica Portuguesa, pós-graduada em Medicina do Desporto pela faculdade de medicina da Universidade de Coimbra.

Marco Ribeiro Henriques

Assistente Convidado no Instituto Superior Miguel Torga e investigador na área dos direitos humanos. É mestre em direito e pós-graduado em direitos humanos, direito penal económico e europeu. Sendo ainda investigador não-doutorado no Centro de Investigação e Desenvolvimento sobre Direito e Sociedade (CEDIS) e doutorando em direito na NOVA School of Law.

Parceiros

Organização

Publicação

FAQ

Existem 3. Virtual, Publicação (sem apresentação) e Auditor (25 horas).

Resumos poderão ser submetidos em português, espanhol ou em inglês. Sendo que no caso do trabalho/artigo completo o resumo deverá estar em 2 idiomas em que pelo menos um deles seja o inglês.

Cada autor(a) a poderá submeter até 2 trabalhos obdecendo as seguintes regras:
1 – Um resumo na modalidade Virtual e/ou um trabalho/artigo completo na modalidade Publicação.
2 – Um ou dois resumos na modalidade Virtual.

Cada resumo pode ter até 5 pessoas entre autores/as e coautores/as. 

Aceda a https://mydee.pt e crie a sua conta. Logo que cadastrado, selecione o evento que tem interesse e preencha o formulário de submissão.

Deve enviar nova submissão de resumo através da myDEE e contactar a equipa de Secretariado-Técnico através do info@methodology.pt

Dispõe de 10 minutos, quando a apresentação for em tempo real (streaming) e 5 minutos em formato pitch em vídeo (indeferido).

Em formato .mp4 e com dimensão 1920×1080.

De 11 a 22 de outubro pode realizar a submissão do seu resumo.

As inscrições ocorrem de 1 a 12 de novembro.

Até dia 29 de outubro, através de contacto pela plataforma myDEE.

Sim. Por cada comunicação adicional submetida ao Congresso deve ser realizado pagamento de taxa adicional de 100€.

A inscrição são 250€.

Sim, os dados devem ser solicitados ao secretariado via email (info@methodology.pt) Opções alternativas: Transferência Bancária, Western Union, Cartão de Crédito, Referência Multibanco e MBWay.

Queira solicitar o Secretariado-Técnico através de e-mail: info@qualis2021.pt e solicite os dados e documentos necessários para a concretização do registo da inscrição. 

As apresentações virtuais dão-se em streaming nas plataformas virtuais do evento onde ficarão igualmente gravadas ou em formato pitch através de vídeo previamente gravado.

Sim. Todos os resumos submetidos e aprovados serão publicados no Proceedings Book.

Participação e acesso a todos os documentos e ações do Qualis4Health.

Publicação de resumos em formato de Proceedings Book com ISBN europeu e DOI indexado na CrossRef.

Publicação de, apenas e sempre que interessados(as), 1 trabalho/artigo completo em e-book com ISBN europeu e DOI individual indexado na CrossRef.

Certificados de participação e apresentação no Congresso com carga horária do evento (25 horas).

Sim. Apenas as comunicações efetivamente apresentadas darão lugar à emissão de certificados.

Português, com exclusão de qualquer outro. 

Não. A certificação das publicações dá-se através da própria publicação.

A plataforma está associada ao site oficial do evento. Quando clicar em submissão de resumo será automaticamente redirecionado à plataforma. Deve, num primeiro contacto, realizar o cadastro – só após este processo é que lhe é permitido a submissão no evento. Reforçamos que se trata de uma plataforma de vários eventos (quando aplicável) atente às informações corretas do evento preferido que pretende participar.
Sim. A Organização irá disponibilizar até 5 bolsas de inscrição. Para tal, ao submeter o seu resumo em https://mydee.pt faça o upload de documento único contendo CV abreviado e Carta de Motivação.